O Detetive Zinho



de Emílio Carlos 

O Detetive Zinho estava em seu quarto arrumando suas coisas de detetive, quando ouviu um grito pavoroso:
- Aaaiiiii!
Zinho saltou da cama, pegou sua lupa e seu chapéu, e abriu a porta do seu quarto. Daí ouviu o grito de novo:
- Aaaiiiii!
Zinho quase se assustou. Mas aí lembrou-se que um verdadeiro detetive não se assusta. Engoliu o susto em seco e pegou um desentupidor de pia que estava no corredor. Com o desentupidor debaixo do braço ele se sentiu mais confiante para enfrentar aquela ameaça terrível. E pôs-se a investigar de onde viriam os gritos.
- Aaaiiiii!
Era o grito pavoroso de novo. Zinho já estava no alto da escada quando decidiu pegar mais uma arma: entrou no quarto da mãe e saiu de lá com um sutiã na mão para usar como se fosse estilingue. Testou o suti-estilingue e... funcionava. Lançou uma bola de meia longe. A bola bateu no espelho do corredor, voltou e bateu na cabeça de Zinho, que ficou meio atordoado. O que mostrava que o suti-estilingue funcionava.
- Aaaiiiii!
Quanto mais descia a escada mais pavoroso o grito ficava. E o detetive Zinho resolveu se armar de um tênis largado pelo irmão mais velho bem no pé da escada. O tênis estava muito sujo e Zinho fez a besteira de cheirar o tênis do irmão.
- Arrgghh! Que chulé! – disse Zinho tapando o nariz.
Era mais uma arma perfeita contra o que quer que fosse que estava causando aqueles gritos de medo. E por falar em grito:
- Aaaiiiii!
Passando pelo banheiro no corredor o detetive Zinho entrou. Pelo barulho que fez deve ter derrubado um monte de coisas lá dentro. E saiu armado de papel higiênico (pra amarrar o inimigo), uma escova de dentes (caso ele esteja com mal-hálito) e um rodo (que podia ser usado como espada ou coisa assim).
Carregado com todos esses apetrechos o detetive Zinho ouviu novamente:
- Aaaaaahhhhhh!
O grito tinha ficado ainda mais pavoroso. E finalmente Zinho pode identificar de onde vinha o grito: da cozinha.
Aproximou-se com cuidado da porta da cozinha, que estava fechada. O detetive Zinho ainda se lembrou de pegar um espanador que estava numa mesinha perto da porta. Por um segundo ou dois hesitou. Devia mesmo entrar? Que terríveis perigos o aguardavam atrás daquela porta.
- Aaaaahhhhhhhh!
Quando ouviu esse último grito não teve dúvidas: ele ia fazer o que tinha vindo fazer. E chutou a porta da cozinha com tanta força que ela se abriu estrondosamente. Pode ver então sua irmã mais velha em cima de uma cadeira. A irmã olhava para o lado e deu mais um grito horripilante:
- Socoorroooo!
Que terríveis monstros marcianos atacavam a cozinha querendo raptar sua irmã? Que perversos bandidos assaltavam a casa em busca dos doces que sua mãe tinha feito para o jantar? Que cruéis monstros sanguinários invadiam a casa prontos para sugar todo o leite da geladeira até a morte?
O detetive Zinho tentou manter a calma. E reparou que sua irmã olhava para baixo. Estalou os dedos e concluiu brilhantemente:
- Ahá! O que está assustando minha irmã deve estar no chão!
Então o detetive aproximou-se do ser maligno que estava causando todo esse terror em sua parente tão próxima. Armado com todos os objetos que pegou pela casa ele não tinha medo, não podia falhar.
E foi então que ele chegou bem perto e pode ver, ali no chão limpo da cozinha... uma barata.
 



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DETETIVE ZINHO em O MISTÉRIO DO PRESENTE DA MÃE





de Emílio Carlos





Naquele dia o Detetive Zinho estava muito feliz.

Depois de dias e dias de preparação aquele era o grande dia.

O dia mais esperado das últimas semanas, o dia mais preparado das últimas semanas, o dia com D maiúsculo: o Dia das Mães.

E como todo bom detetive, Zinho tinha preparado uma surpresa para sua mãe nesse dia. Na verdade ele tinha feito com as próprias mãos um presente mais que demais para sua mãe.

Durante semanas ele planejou, preparou e fez o presente – o grande presente-surpresa.

E agora o presente-surpresa estava guardado dentro do seu guarda-roupas. Porque era surpresa, então não era pra ninguém ver antes da hora certa.

O Detetive Zinho foi até o guarda-roupas para dar mais uma olhada no seu presente-surpresa, que estava dentro de uma caixa-surpresa, como todo presente-surpresa merece estar.

Abriu a porta do guarda-roupas e… tcharan!!!! Tcharaan! Tcharaaaaannn! O presente havia sumido!

Como isso podia ter acontecido? Depois de semanas planejando, preparando e fazendo o presente agora ele some? Como isso aconteceu? Como? Como?

A primeira coisa que todo detetive precisa é… manter a calma. Por isso o Detetive Zinho respirou fundo e contou até dez…

Porém ele continuava nervoso: - Cadê o presente que eu fiz? Onde está? Como pode sumir o presente de dentro do meu quaaartoooo?

Calma, Zinho. Desse jeito você não vai solucionar o Mistério do presente da sua Mãe. Respire fundo e prenda a respiração.

O Detetive Zinho prendeu a respiração por 1 segundo, 2 segundos, 3 segundos, 4 segundos, 5 segundos, 6 segundos, 7 segundos, aaahhh… e aí não aguentou mais.

Mas deu certo, porque agora ele estava mais calmo!

Então, com mais calma, o Detetive Zinho começou a raciocinar, que é a segunda coisa que um detetive precisa fazer.



Ele tinha terminado o presente ontem à tarde na mesa de estudos. Colocou o presente-surpresa na caixa-surpresa e deu uma boa olhada em volta pra ver se alguém o espionava.

Depois abriu a porta do guarda-roupas e guardou o presente-surpresa, sempre olhando para os lados. Depois fechou a porta do guarda-roupas, foi cuidadosamente até a porta do quarto e olhou para os lados. A barra estava limpa: ninguém tinha visto o grande Detetive Zinho guardar a caixa-surpresa no guarda-roupas.

Mais tranquilo o Detetive Zinho desceu a escada para ver na TV sua série preferida: O Detetive Zão.

Depois disso tomou banho, jantou, subiu para o quarto e leu seu livro preferido: Como solucionar mistérios misteriosos.

E hoje quando acordou… tchraaaaannn…. o presente-surpresa e a caixa-surpresa não estavam no guarda-roupas.



Certo: qualquer um podia pegar o presente enquanto ele assistia TV; e também enquanto ele tomava banho; e enquanto ele jantava.

Mas quem? Quem ousaria entrar no quarto do grande Detetive Zinho para cometer o crime do século: roubar o presente-surpresa que ele mesmo havia feito para sua mãe?



A terceira coisa que todo detetive precisa fazer é procurar pistas do crime. Pra isso o Detetive Zinho pegou a sua lupa e começou a olhar a cena do crime: o seu quarto. E decidiu começar pela porta.

Examinou bem a porta mas não encontrou nada. E percorreu todo o trajeto que vai da porta do seu quarto até o guarda-roupas, olhando cada detalhe com sua lupa de detetive.

Porém não encontrou nenhum sinal, nenhuma pista que pudesse ajuda-lo a desvendar esse terrível mistério. Abriu as portas do guarda-roupas e examinou com a lupa a prateleira. E então… Tcharaaaaannn! Uma marca de dedo na prateleira!

O Detetive Zinho estava certo: pegaram mesmo o presente-surpresa de sua mãe!

Procurando outra pista ele saiu do quarto e foi pelo corredor com sua lupa. Mas não encontrou nenhuma outra pista no corredor.

Então o Detetive Zinho pensou: Será que o ladrão de presente-surpresa pulou pela janela do meu quarto?

O Detetive Zinho voltou para o quarto e foi até a janela. Analisando detalhadamente a situação percebeu que era impossível para alguém descer pela janela, pois era muito alta e embaixo havia um grande espinheiro.



E agora? O que fazer? Para onde ir? Onde procurar mais pistas?

O Detetive Zinho se lembrou que um grande detetive nunca desiste de um caso, por mais difícil que possa parecer. A quarta coisa que todo detetive precisa ter é persistência.

Voltando ao corredor decidiu descer a escada e investigar o caminho até a porta da saída – porque com certeza o ladrão, larápio, surrupiador do presente-surpresa de sua mãe só poderia ter saído pela porta da sala.

Desceu a escada cuidadosamente buscando com sua lupa uma pista que pudesse leva-lo até o criminoso. Assim ele puderia recuperar o presente-surpresa que fez com tanto esforço para esse grande dia.

O Detetive Zinho chegou até a sala com sua lupa na mão e então… tchraaaaannn! O que ele viu o deixou sem ar. Na mesa da sala não apenas uma caixa-surpresa de presente-surpresa – mas duas caixas de presente-surpresa, igualzinhas!

Por um momento o seu senso de detetive ficou confuso. Mas Zinho se lembrou que um detetive nunca pode ficar confuso pois sempre existe uma explicação lógica para tudo.

Foi então que sua irmã mais velha entrou na sala, e disse:

- Você viu? Eu arrumei tudo para a mamãe. Vai ser uma surpresa.



O rápido raciocínio do Detetive Zinho solucionou o Mistério do presente-surpresa: pela manhã antes que ele acordasse sua irmã entrou no quarto e pegou a sua caixa-surpresa. Então desceu as escadas e colocou a caixa-surpresa com o presente-surpresa na mesa da sala. Mistério resolvido.

Porém agora apareceram mais dois mistérios misteriosos. Restavam duas perguntas a serem respondidas: por que haviam duas caixas-surpresa exatamente iguais? E em qual delas estaria o presente que ele tinha feito? Como descobrir?



Nisso a mãe do Detetive Zinho chegou do supermercado. A irmã de Zinho gritou bem alto: - Surpresaaaaaa!

Ela era realmente uma irmã cheia de surpresas. A mãe ficou surpresa e abriu a primeira caixa-surpresa, tirando de dentro dela o presente-surpresa: era exatamente o porta-lápis que o Detetive Zinho tinha feito para ela.

A mãe de Zinho abriu um sorriso grande, abraçou o Detetive e agradeceu. O Detetive Zinho também sorriu mas não muito, porque detetives precisam se manter atentos, e quem sorri muito fecha os olhos e acaba não vendo nada.

E foi bom ele não fechar mesmo os olhos porque de dentro da outra caixa-surpresa a mãe tirou outro presente-surpresa… exatamente igual ao seu! O Detetive Zinho ficou de queixo caído, enquanto sua mãe abriu um grande sorriso, abraçou a irmã de Zinho e agradeceu.



Nada mais fazia sentido. Não havia uma explicação. Como explicar os dois presentes-supresas iguais dentro de duas caixas-surpresa iguais? Será que a sua irmã o estava espionando o tempo todo, todas essas semanas, dia após dia, só para fazer um presente-surpresa igual ao dele?



- Mamãe: você não fica chateada dos dois presentes serem iguais? - indagou a irmã do Detetive Zinho.



E a mãe respondeu:

- Claro que não. Quando eu vi vocês fazendo o mesmo presente que viram na TV Super Legal eu pensei: “Que bom! Eu coloco um porta-lápis aqui em casa e outro lá no escritório. Assim eu sempre vou me lembrar de vocês.”



Mais uma vez mistério resolvido. E dessa vez pela mãe do Detetive Zinho. Que pensou assim: “Sabia que eu tinha a quem puxar...”





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O DETETIVE ZINHO ENFRENTA O LOBISOMEM







de Emílio Carlos


Era uma noite estranha, com uma lua estranha e uma atmosfera estranha.
A temperatura estava estranha: apesar do inverno não fazia frio nem calor.
O Detetive Zinho estava em seu quarto e sabia que alguma coisa estranha ia acontecer naquela noite estranha. Seu senso de detetive lhe dizia isso.
E Zinho estava certo. Porque de repente se ouviu um uivo seguido de um grito pavoroso:
- Auuuuuuuuu!.. Aaaaaaiiiiiii!!!!!!!
Agora a noite estranha tinha se transformado numa noite pavorosa. O uivo e o grito angustiados ecoaram por todo o quintal e por toda casa. O que seria? O que estava acontecendo? Fosse o que fosse o famoso Detetive Zinho iria enfrentar essa noite tenebrosa e seus mistérios.
Novamente se ouviu o uivo seguido de um grito pavoroso:
- Auuuuuuuuu!.. Aaaaaaiiiiiii!!!!!!!
O Detetive Zinho pegou sua lupa e analisou a situação. Sem nem sair do quarto concluiu que o uivo e o grito eram de duas criaturas diferentes; ou de dois seres diferentes; ou de duas formas de vida diferentes.
Rapidamente o Detetive Zinho se dirigiu para a porta do seu quarto. E ouviu novamente o uivo pavoroso:
- Auuuuuuuuu!...
Mas dessa vez não ouviu o grito. O que teria acontecido? Será que o monstro uivante teria jantado sua vítima gritante?
Então o Detetive Zinho ouviu a mesma voz que antes gritava dizendo:
- Lobisooooomeeeeennn!!!! Aaaaaaaiiiiiii!!!!
Então era isso: o ataque do lobisomem! Aquilo só podia acontecer numa noite como aquela de lua cheia. Para enfrentar um lobisomem é preciso balas de prata. O Detetive Zinho vasculhou suas gavetas e tudo que encontrou foram balas de hortelã. E Zinho disse:
- Vai ter que servir.
Pegou as balas de hortelã, colocou no bolso e já ia descer a escada quando novamente ouviu o uivo e a voz?
- Auuuuuuuuu!...
- Lobisooooomeeeeennn!!!! Aaaaaaaiiiiiii!!!!
O Detetive Zinho reconheceu a voz: era sua irmã. Ele tinha que salvá-la. Aliás salvar as irmãs é o que os irmãos detetives fazem melhor.
Zinho pensou se não seria melhor levar sua maleta de detetives e seu arsenal de equipamentos para se defender. Mas não havia tempo porque nesse mesmo instante ele ouviu de novo:
- Auuuuuuuuu!...
- Lobisooooomeeeeennn!!!! Socorroooo!!!!!
A coisa tinha ficado pior porque agora a irmã já implorava por socorro. Não havia escolha. Não havia o que pensar. Um detetive tinha que fazer aquilo que um detetive tinha que fazer. Então Zinho começou a descer a escada.
- Auuuuuuuuu!...
- Lobisooooomeeeeennn!!!! Aaaaaaaiiiiiii!!!!
O uivo e o grito ficaram mais fortes. Mas o Detetive Zinho com seus ouvidos extremamente afiados de detetive percebeu sem ver que o uivo e o grito vinham de fora da casa.
Zinho respirou fundo uma vez, duas vezes, três vezes, e se encheu de coragem. Fez uma cara de “cuidado lobisomem” e desceu pela escada.
A porta da sala estava aberta. Parecia que ele se aproximava da cena mais terrível que já tinha visto até hoje: um ataque de lobisomem. E então Zinho pode ouvir bem alto o uivo e o grito:
- Auuuuuuuuu!...
- Lobisooooomeeeeennn!!!! Aaaaaaaiiiiiii!!!!
Ele não podia voltar atrás. Afinal sua irmã dependia dele. E os grandes detetives sempre enfrentam os perigos. E foi o que Zinho fez: corajosamente atravessou a porta da sala e então... viu a cena pavorosa.
Do lado de fora da casa a irmã dele petrificada de medo olhando na direção de uma moita de capim cidreira que a avó tinha plantado para fazer chá.
O uivo vinha da moita:
- Auuuuuuuuu!...
E o grito vinha da irmã:
- Lobisooooomeeeeennn!!!! Aaaaaaaiiiiiii!!!!
A criatura se mexia atrás da moita e a moita se mexia. A lua cheia brilhava e a atmosfera tinha ficado mais densa. Será que as balas de hortelã venceriam o lobisomem? E Zinho se arrependeu de não ter pego seus equipamentos de detetive. Mas se lembrou que um bom detetive sempre tem que usar aquilo que estiver à mão.
Assim deu uma rápida olhada em volta e viu: um saco de lixo que a mãe tinha colocado para fora e a mangueira de água do jardim. Para sua irmã eram somente um saco de lixo e uma mangueira. Mas para ele eram equipamentos para enfrentar o monstro.
- Auuuuuuuuu!!!!!!
- Lobi.. lobi... lobisoooooomeeen!!! - exclamou a irmã de Zinho com as pernas tremendo.
Rapidamente Zinho pegou o saco de lixo; deu um salto e pegou a mangueira; pegou as balas de hortelã e se sentiu confiante para enfrentar o lobisomem.
- Auuuuuuu!!!!!!
- Socorro!!! Socorro!!! - gritou a irmã, que saiu correndo, entrou na sala e... trancou a porta.
A situação era essa: Zinho estava do lado de fora da casa na frente de um lobisomem, enquanto lá dentro sua irmã chorava de medo sentada no chão.
Então era ele ou o lobisomem. Mas não podia ser o lobisomem – então seria ele. O grande Detetive Zinho venceria. E com essa certeza Zinho respirou fundo e disse assim:
- Muito bem lobisomem: agora é só eu e você. Pode vir.
A moita se mexeu de novo assustadoramente. O uivo ficou mais forte:
- Auuuuuuuu!!!!!
Lá dentro a irmã de Zinho olhou no cantinho da janela e disse:
- Corre Zinho! Corre!
Mas ele não correria. Enfrentaria o lobisomem como quem enfrenta uma salada de tomate com cebola.
No meio da moita agora se podia ver os olhos brilhantes da criatura. E Zinho armado do saco de lixo, da mangueira e das balas de hortelã foi ousado e deu um passo à frente.
A moita se mexeu como se a criatura também desse um passo à frente.
Zinho deu outro passo e a moita se mexeu de novo.
- Coitado do Zinho!!!!! O lobisomem vai pegá-lo!!! - gritou a irmã de dentro da casa.
Zinho respirou bem fundo e disse de uma vez só:
- Vem, então! Vem!
E a criatura saiu da moita. Não havia dúvidas que era um ser canino. Aliás parecia um cachorro. E reparando bem parecia o Átila, o cachorro da vizinha, que tinha escapado da corrente, se perdido, e sem saber voltar para casa uivava triste pedindo para sua dona vir buscá-lo.
O Detetive Zinho se aproximou do cachorro com uma bala de hortelã na mão. Foi o suficiente para o Átila lamber sua mão, comer a bala de hortelã e dar uma lambida na mão de Zinho querendo mais.
Mais um caso resolvido pelo famoso Detetive Zinho. Agora só falta devolver o cachorro para a vizinha. Isso depois que a irmã dele parar de abraçar o cachorro...

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O DETETIVE ZINHO



de Emílio Carlos
O Detetive Zinho estava em seu quarto arrumando suas coisas de detetive, quando ouviu um grito pavoroso:
- Aaaiiiii!
Zinho saltou da cama, pegou sua lupa e seu chapéu, e abriu a porta do seu quarto. Daí ouviu o grito de novo:
- Aaaiiiii!
Zinho quase se assustou. Mas aí lembrou-se que um verdadeiro detetive não se assusta. Engoliu o susto em seco e pegou um desentupidor de pia que estava no corredor. Com o desentupidor debaixo do braço ele se sentiu mais confiante para enfrentar aquela ameaça terrível. E pôs-se a investigar de onde viriam os gritos.
- Aaaiiiii!
Era o grito pavoroso de novo. Zinho já estava no alto da escada quando decidiu pegar mais uma arma: entrou no quarto da mãe e saiu de lá com um sutiã na mão para usar como se fosse estilingue. Testou o suti-estilingue e... funcionava. Lançou uma bola de meia longe. A bola bateu no espelho do corredor, voltou e bateu na cabeça de Zinho, que ficou meio atordoado. O que mostrava que o suti-estilingue funcionava.
- Aaaiiiii!
Quanto mais descia a escada mais pavoroso o grito ficava. E o detetive Zinho resolveu se armar de um tênis largado pelo irmão mais velho bem no pé da escada. O tênis estava muito sujo e Zinho fez a besteira de cheirar o tênis do irmão.
- Arrgghh! Que chulé! – disse Zinho tapando o nariz.
Era mais uma arma perfeita contra o que quer que fosse que estava causando aqueles gritos de medo. E por falar em grito:
- Aaaiiiii!
Passando pelo banheiro no corredor o detetive Zinho entrou. Pelo barulho que fez deve ter derrubado um monte de coisas lá dentro. E saiu armado de papel higiênico (pra amarrar o inimigo), uma escova de dentes (caso ele esteja com mal-hálito) e um rodo (que podia ser usado como espada ou coisa assim).
Carregado com todos esses apetrechos o detetive Zinho ouviu novamente:
- Aaaaaahhhhhh!
O grito tinha ficado ainda mais pavoroso. E finalmente Zinho pode identificar de onde vinha o grito: da cozinha.
Aproximou-se com cuidado da porta da cozinha, que estava fechada. O detetive Zinho ainda se lembrou de pegar um espanador que estava numa mesinha perto da porta. Por um segundo ou dois hesitou. Devia mesmo entrar? Que terríveis perigos o aguardavam atrás daquela porta.
- Aaaaahhhhhhhh!
Quando ouviu esse último grito não teve dúvidas: ele ia fazer o que tinha vindo fazer. E chutou a porta da cozinha com tanta força que ela se abriu estrondosamente. Pode ver então sua irmã mais velha em cima de uma cadeira. A irmã olhava para o lado e deu mais um grito horripilante:
- Socoorroooo!
Que terríveis monstros marcianos atacavam a cozinha querendo raptar sua irmã? Que perversos bandidos assaltavam a casa em busca dos doces que sua mãe tinha feito para o jantar? Que cruéis monstros sanguinários invadiam a casa prontos para sugar todo o leite da geladeira até a morte?
O detetive Zinho tentou manter a calma. E reparou que sua irmã olhava para baixo. Estalou os dedos e concluiu brilhantemente:
- Ahá! O que está assustando minha irmã deve estar no chão!
Então o detetive aproximou-se do ser maligno que estava causando todo esse terror em sua parente tão próxima. Armado com todos os objetos que pegou pela casa ele não tinha medo, não podia falhar.
E foi então que ele chegou bem perto e pode ver, ali no chão limpo da cozinha... uma barata.

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Zinho o detetive




Blog do Detetive Zinho e suas histórias.
O personagem criado pelo escritor Emílio Carlos foi publicado na internet e conquistou as crianças, pais e professores.
A história do Detetive Zinho já foi lida por pais e filhos, contada em salas de aula e reproduzida em vários sites.
A história já foi contada por vários Contadores de Histórias em SESCs e cursos de contadores de histórias.
No youtube é possível ver vários vídeos com a história do Detetive Zinho.
Várias apostilas educacionais já publicaram a história do Detetive Zinho. 
Em 2017 Zinho o Detetive passou a fazer parte do material pedagógico do sistema Positivo de ensino.
Com tanto sucesso o Detetive Zinho merecia um blog só seu.
E a TV Super Legal está preparando vídeos com suas histórias.

Para falar com o autor mande um email para: emiliocarlos@yahoo.com.br
Você pode mandar sugestões e elogios. E se você é professor(a) e quer incentivar os alunos a escrever emails pode indicar o email do autor para as crianças que o Emílio Carlos sempre responde aos emails.

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O Detetive Zinho

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